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domingo, 19 de julho de 2015

Borracha Natural - Breve História

O látex que é proporcionado de nossa Hevea brasiliensis, mais conhecida no Brasil como Seringueira, cujo é uma árvore originária da bacia hidrográfica do Rio Amazonas, podíamos encontrar em grande quantidade e exclusividade antigamente.




Por volta dos anos 1906 foi introduzida no estado da Bahia, no Brasil, após isso começamos a realizar o ciclo da borracha no Brasil, cujo foi sabotado graças aos nossos amigos ingleses.

O inglês Henry Wickham (1846-1928) foi o nosso grande amigo que levou a nossa riqueza da Amazônia para a Inglaterra de contrabando, o Brasil representava 95% da produção mundial de látex.




A capital do Amazonas em 1896 se tornou a segunda cidade brasileira que possuía iluminação elétrica e bondes elétricos circulando pelas ruas graças ao nosso latex.

As sementes roubadas por Wickham foram levadas para o Jardim Botânico de Londres e germinadas, logo transportadas para o Sri Lanka e Malásia. Silenciosamente chegamos ao fim da riqueza do vale amazônico.




Podemos encontrar diversas informações a respeito do roubo em livros e internet. Wickham recebeu na época em torno de 700 libras pelo trabalho (aproximadamente 170.000 reais, em valores atualizados).

O estado São Paulo hoje é o maior produtor brasileiro de borracha natural atualmente. A demanda por borracha tem crescido devido às propriedades que apenas encontramos no material em comparação com os materiais de origem fóssil. Apesar de novos estados também produzirem a borracha, o Brasil só produz 35 por cento do que consome, ou seja, grande parte da borracha que consumimos no país é importada.

ANOPRODUÇÃO 
19915.700 ton.
19929.600 ton.
199315.900 ton.
199422.900 ton.
199524.900 ton.
199626.900 ton.
199728.000 ton.
199835.000 ton.
199938.945 ton.
200042.000 ton.

"... A primeira usina processadora de borracha em uma propriedade agrícola na região de Rio Preto foi instalada por Rui Novaes, em sua fazenda no município de José Bonifácio. Novaes formou, na década de 80, seringal com cerca de 180 mil plantas.

Entre os agrônomos, Percival Costa foi um dos primeiros produtores de látex na região. Ele também formou mudas. O agricultor Miguel Thomé, um dos mais entusiasmados com a seringueira na década de 60, plantou a árvore da borracha em Mirassol e Estrela D'Oeste. 

Um outro pioneiro nos anos 60 foi Durvalino Magrini, que fez plantio de seringueira em meio a um cafezal decadente...

A região de Rio Preto foi a que mais acreditou na seringueira. Por volta de 1970 existiam mais de 150 mil árvores em produção ou em crescimento em Tabapuã, Uchoa, Bálsamo, Estrela D'Oeste, Novo Horizonte, Poloni, Jaci, Monte Aprazível, Macedônia, Fernandópolis, Planalto, Neves Paulista, Olímpia, Pindorama, Itajobi...".

(Agrônomo aposentado pela Secretaria da Agricultura, Ary Lainetti, em relato feito em dezembro de 2001).


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Normas Técnicas

Existem inúmeras no mundo, por isso no meu ponto de vista é praticamente impossível mencionar todas elas em apenas um post, no Brasil dispomos de alguns laboratórios que realizam os testes, atendendo as diversas normas existentes e nos proporcionam laudos com reconhecimento internacional.

Você deve estar se perguntando, porque existem tantas normas? Imagine se nós não tivéssemos as normas que regularizem os diversos produtos que utilizamos no dia a dia, um para brisas utilizado em nossos carros, por exemplo, já pensou se não seguisse um padrão de resistência? Você nunca saberia se quando ao entrar em choque com uma pedra seja pequena ou grande, poderia romper-se.



Devido necessidade para obter certo nível de segurança e padronização para os usuários foram criadas as normas técnicas, quando você for comprar qualquer produto, veja qual norma ele atende, um exemplo muito bom é a norma utilizada para correia transportadora ou correia elevadora com revestimento antichama e antiestática. Muitas indústrias são obrigadas a implementar correias com laudo de aprovação solicitado geralmente pela seguradora que trabalham, por fins de segurança evitando assim a propagação de fogo em caso de incêndio ou de arcos elétricos devido a energia estática  acumulada.


Um exemplo claro que pode acontecer devido a não utilização desse tipo de correia transportadora é o incêndio que sucedeu no dia 20  de outubro de 2014, nos armazéns de açúcar da Cargill no porto de Santos, após esta data, todos os armazéns na área portuária começaram a exigir ainda mais a utilização de correias transportadoras, elevadoras e laminadas com o certificado de antichama e antiestática.

Foto: Incêndio Armazém de Açúcar Cargill


Abaixo, indicarei algumas das normas mais seguidas no mundo da indústria:
  • ·         ISO – International Organization for Standardization
  • ·         ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
  • ·         ASTM - American Society for Testing and Materials 
  • ·         DIN - Deutsches Institut für Normung
  • ·         ANSI - American National Standards Institute